Após anos de expectativa, o universo de Tommy Shelby ganhou um capítulo derradeiro com o filme Peaky Blinders: O Homem Imortal, já disponível na Netflix. A produção, dirigida por Tom Harper e escrita por Steven Knight, prometia amarrar as pontas soltas da série e entregar uma despedida épica.
O resultado, porém, provocou um debate acalorado nas redes: afinal, o longa é realmente ruim ou apenas diferente do que o público esperava? O Resumo de Novelas reuniu os pontos centrais dessa discussão para ajudar você a decidir se vale dar o play.
O que funciona em Peaky Blinders: O Homem Imortal
Mesmo com críticas, o filme oferece momentos dignos da série. A começar por Cillian Murphy, que retoma o papel de Tommy Shelby com a mesma intensidade que o consagrou na TV. Em 1940, o personagem abandona o exílio quando descobre que o filho se envolveu em um complô nazista, pano de fundo que garante tensão imediata.
Outra virtude é a ambientação em plena Segunda Guerra Mundial. Birmingham sob bombardeios alemães cria cenas de ação visualmente impactantes, reforçando o clima sombrio e melancólico que sempre rondou a família Shelby.
Cillian Murphy brilha mais uma vez
A atuação do protagonista continua sendo o grande trunfo. Entre missões secretas e confrontos internos, Murphy traz profundidade ao explorar a herança cigana, visões e profecias que cercam o destino de Tommy.
Clima de guerra mantém a tensão
Explosões, apagões e corredores escuros dão a sensação de urgência típica do conflito mundial, ainda que o roteiro nem sempre aproveite todo esse potencial dramático.
Por que muitos fãs ficaram decepcionados
Boa parte das reclamações se resume à ausência da identidade que transformou Peaky Blinders em fenômeno. Vários espectadores apontam que a trama poderia pertencer a qualquer outro filme policial. Falta o toque estilizado que tornava cada episódio único, de figurinos impecáveis a diálogos cortantes.
Imagem: Divulgação
O roteiro também perdeu força. Em vez da urgência que movia a série, O Homem Imortal parece dispensável, sem aquele sentimento de que a história precisava ser contada. Para completar, personagens secundários praticamente somem, reduzidos a aparições rápidas que diminuem o impacto emocional da despedida.
Secundários sem espaço
Nomes queridos pelo público mal têm tempo de tela, tornando a conclusão menos satisfatória. A sensação é de que o longa prioriza cumprir formalidades, deixando de lado relações construídas ao longo de seis temporadas.
Falta de senso de necessidade
Sem um conflito realmente novo, a aventura soa mais como epílogo estendido do que como peça essencial do legado Peaky Blinders: O Homem Imortal.
Em resumo, o filme não chega a ser um desastre. Ele diverte e encerra a trajetória de Tommy Shelby, mas não entrega a mesma chama que incendiou a série. Ajustar as expectativas antes de dar o play pode ser o caminho para aproveitar melhor essa despedida na Netflix.
