Peaky Blinders: O Homem Imortal chegou carregando a dura missão de colocar um ponto-final na trajetória de Tommy Shelby. A produção, que migrou da televisão para as telonas, alimentou meses de expectativas entre quem acompanhou cada reviravolta da família criminosa mais famosa de Birmingham.
Apesar da nostalgia inicial, muitos espectadores deixaram a sessão com a sensação de que assistiram a um capítulo prolongado, faltando a grandiosidade prometida. Nas linhas abaixo, o Resumo de Novelas destrincha o que, segundo o próprio público, impediu o longa de brilhar.
Formato de episódio prejudica a experiência
O primeiro ponto levantado por fãs é a estrutura do roteiro. Peaky Blinders: O Homem Imortal mantém a estética sombria e as câmeras elegantes, mas fica refém de um ritmo típico de televisão. Em vez de um arco cinematográfico fechado, o filme parece apenas esticar um caso adicional na vida de Tommy Shelby, agora convocado a resolver pendências do filho Duke.
Sem mudanças de escala ou novos cenários capazes de justificar a ida ao cinema, o enredo carece de urgência. A sensação de perigo real, marca registrada da série, aparece menos intensa; por isso, o clímax não deixa aquela impressão de “história que precisava ser contada”.
Falta de urgência narrativa
Mesmo com tiroteios e o retorno ao tradicional bar, os conflitos se resolvem rapidamente. Quando surge uma ameaça maior, o roteiro opta por diálogos explicativos em vez de situações que façam o público temer pela família Shelby.
Tom excessivamente sério dilui identidade da série
Outro elemento criticado é a mudança de tom. Na TV, Peaky Blinders equilibrava violência, ironia e aquela trilha sonora pulsante que injetava energia em cada cena. O Homem Imortal, porém, abraça uma seriedade quase solene na maior parte do tempo, reduzindo o humor ácido que ajudava a definir suas personagens.
Imagem: Internet
Esse peso extra faz com que momentos que deveriam soar épicos fiquem vazios. Cenas pontuais — como o confronto entre Tommy e Duke — conseguem resgatar a tensão e até um toque de absurdo que agrada, mas são exceções. Para muitos, o longa funciona mais como ponte para uma nova geração Shelby do que como desfecho vigoroso de saga.
Ainda vale a pena assistir?
Se você acompanha a família desde o começo, vale conferir para matar a saudade e entender os ganchos finais. Contudo, quem esperava um encerramento cinematográfico definitivo pode sair com aquela pulga atrás da orelha.
Peaky Blinders: O Homem Imortal prova que nem sempre transpor uma série querida para o cinema garante resultado à altura. E você, já viu o filme? Conte o que achou nos comentários e continue de olho nas novidades por aqui.

