Durante quatro anos, The Boys apostou em violência gráfica e crítica social para virar do avesso o gênero de super-heróis. O Prime Video vendeu a quinta temporada como o desfecho apocalíptico que tudo incendiaria. Na prática, porém, o fim ficou aquém da propaganda.
O público esperava uma guerra total entre Billy Bruto e Capitão Pátria, mas encontrou um ano que soou mais como ponte narrativa do que conclusão definitiva. A seguir, entenda ponto a ponto por que o final de The Boys dividiu opiniões.
O que prometia o final de The Boys
Material promocional, entrevistas e pôsteres indicavam um colapso mundial. Capitão Pátria, após consolidar influência política por meio de um presidente fantoche, deveria mergulhar a América no terror dos supers. A imagem do vilão observando o planeta do espaço reforçava a ideia de catástrofe iminente.
A série também sugeria consequências irreversíveis. Criador Eric Kripke declarou que mortes importantes abalariam o grupo principal. Para fãs acostumados a golpes duros desde a primeira temporada, a expectativa era clara: ninguém estaria salvo quando o inevitável confronto chegasse.
Por que a quinta temporada de The Boys decepcionou
O roteiro segurou o choque. Capitão Pátria passou a maior parte dos episódios isolado em bastidores corporativos, enquanto Bruto hesitava sobre o vírus contra supers. O distanciamento entre herói e anti-herói diluiu a urgência. Sem choque direto, a rivalidade perdeu temperatura.
Quando o vilão finalmente tomou o V1, muitos acreditaram que o massacre começaria. Em vez disso, a trama voltou a focar na insegurança narcísica do personagem, sem mostrar caos social amplo ou estado de exceção. As ruas continuaram estranhamente calmas, minando o senso de perigo.
Imagem: Prime Video
Mortalidade baixa também pesou. Entre os protagonistas, apenas Francês caiu, e já nos minutos finais. Hughie, Luz-Estrela, Leitinho e Kimiko sobreviveram ilesos, criando a percepção de “armadura de roteiro”. Sem perdas contundentes, o final de The Boys pareceu pouco arriscado.
Ainda assim, não se pode negar a qualidade técnica. Antony Starr manteve Capitão Pátria assustador, e Karl Urban carregou o drama de Bruto com carisma. Visualmente, a série continua impecável. Contudo, finais contam muito, e o último ano deixou a sensação de que The Boys recuou justamente quando precisava ousar.
No fim, The Boys permanece entre as produções de super-herói mais inteligentes da TV, mas seu encerramento entrou na lista de desfechos que não acompanham a própria ousadia. Aqui no Resumo de Novelas, seguimos de olho nas próximas apostas do streaming para ver quem realmente terá coragem de “incendiar” a própria história.

