A TV Globo anunciou em 13 de abril de 2026 que “Além do Tempo” retornará ao ar na faixa Edição Especial ainda neste mês. A notícia mobilizou fãs nas redes sociais, ansiosos para rever a novela que revolucionou a teledramaturgia ao mostrar duas encarnações dos mesmos personagens.
Com a reprise confirmada, a pergunta que surge é: por onde anda Elizabeth Jhin, criadora da trama? Prestes a completar 80 anos em 12 de maio, a escritora mineira vive reclusa, longe da maratona de gravações, e encontrou novo refúgio na pintura.
Retorno de “Além do Tempo” reacende curiosidade sobre Elizabeth Jhin
Fenômeno em 2015, “Além do Tempo” volta às tardes da Globo após pedido insistente do público. A novela mescla romance de época, espiritismo e uma virada arriscada no meio da história: os personagens morrem em 1850 e renascem nos dias atuais para enfrentar consequências cármicas. Elenco estrelado, fotografia cinematográfica e trilha sensível contribuíram para o sucesso, lembrado como um “novelão” pelos internautas.
Elizabeth Jhin, reconhecida como a “rainha do espiritismo” na faixa das 18h, assina ainda títulos como “Escrito nas Estrelas” (2010), “Amor Eterno Amor” (2012) e “Espelho da Vida” (2018). Desde junho de 2021, porém, ela não mantém contrato com a emissora e afirma não sentir falta da audiência diária.
Como vive Elizabeth Jhin longe dos estúdios
Após três décadas na Globo, Elizabeth Jhin optou por uma rotina pacata. Segundo apuração do portal Notícias da TV, seus dias incluem cursos, sessões de cinema, viagens e muitas leituras. A grande paixão atual, no entanto, é a pintura: em seu ateliê particular, a autora dedica horas às telas, explorando cores e formas com a mesma sensibilidade que levava às novelas.
Imagem: Internet
Da colaboração ao sucesso solo
A trajetória de Elizabeth Jhin inspira quem acompanha o Resumo de Novelas. Mineira de Belo Horizonte, ela migrou para o Rio em 1972, cuidou dos filhos e escreveu livros de bolso assinados como Renata Dias antes de entrar na oficina de roteiros da Globo em 1990. Colaborou com gigantes como Manoel Carlos em “Felicidade” (1991) e Walther Negrão em “Tropicaliente” (1994). Seu voo solo começou com “Eterna Magia” (2007) e consolidou-se em “Além do Tempo”.
Estudiosa da doutrina de Allan Kardec, Elizabeth Jhin diz que a espiritualidade guia suas escolhas e, por isso, descarta retornar à TV. Enquanto os telespectadores se preparam para reviver a jornada de Lívia e Felipe nas tardes da Globo, a autora segue tranquila diante do cavalete, provando que a arte pode se reinventar em qualquer fase da vida.
