Uma faísca antes da hora, um clarão no palco e o cabelo de Michael Jackson em chamas. A gravação de um comercial da Pepsi, em 27 de janeiro de 1984, transformou-se num dos episódios mais marcantes da cultura pop.
Quase quarenta anos depois, o lançamento do filme biográfico “Michael” reacendeu a curiosidade sobre aquele dia no Shrine Auditorium, em Los Angeles, levando fãs a procurar o vídeo real do acidente e a perguntar se ali começou a queda do Rei do Pop.
O que realmente aconteceu no set da Pepsi
Durante a sexta tomada da cena, Michael descia uma escadaria ao som de “Billie Jean” quando o efeito pirotécnico explodiu antes do tempo previsto. A chama atingiu diretamente seu couro cabeludo, provocando queimaduras de segundo e terceiro grau.
Mesmo em chamas, o cantor continuou cantando por alguns segundos, sem perceber a gravidade. Socorristas o levaram ao hospital Cedars-Sinai, onde médicos trataram a perda significativa de cabelo e iniciaram enxertos capilares.
Consequências físicas, psicológicas e rumores
Especialistas apontam que a falha técnica, somada a mudanças de último minuto na marcação de cena, colocou o artista mais próximo dos fogos. Não houve evidência de que produtos capilares tenham causado a combustão, como chegou a ser especulado.
Imagem: Internet
A recuperação física foi lenta, mas a dor permaneceu. Relatos indicam que o episódio abriu caminho para o uso de analgésicos potentes contra a insônia e o desconforto, tema debatido até hoje. Ainda assim, a carreira de Jackson continuou em alta, com recordes de vendas e turnês lotadas logo após o acidente.
Para quem acompanha bastidores de produções, o portal Resumo de Novelas destaca que o choque de 1984 se tornou um divisor de águas, influenciando protocolos de segurança em sets de filmagem com efeitos especiais.
Concluir que o incêndio foi a única causa das turbulências futuras do astro seria simplificar demais sua trajetória. Contudo, é inegável que o incidente deixou marcas profundas e permanentes na saúde física e emocional de Michael Jackson.
